quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O fascinante Brasil subterrâneo


Não se visitam cavernas impunemente. Ali tudo é diferente, belo e novo. Como uma das últimas “fronteiras” de nosso planeta, pode-se ainda experimentar o prazer incomum de penetrar em recantos onde nenhum outro ser humano adentrou sem pegadas à frente.
Nesses mundos de silêncio e trevas não há estações do ano, a vegetação superior inexiste por falta da luz solar e o próprio tempo parece fossilizar-se. Um lugar onde é tanto o silêncio, que nosso cérebro, com seus irrequietos neurônios, faz-se ouvir como se fosse uma fábrica, fabricando sonhos.

Ali, nossa imaginação é pequena perante os belos e intrincados cristais de pedra que imitam flores e crescem em todas as direções, perante animais albinos e cegos que vencem todas as hostilidades do meio: é a vida insistindo mesmo onde a luz desistiu de chegar. Tudo isso se expondo além dos grandes pórticos ou de simples e estreitos orifícios na montanha. Assim, pela sensibilidade, pela curiosidade cientifica e pela atração da beleza, somos contaminados inevitavelmente pelo chamado “vírus espeleológico”, uma espécie de febre benigna que apresenta entre seus sintomas a necessidade de se conhecer novas cavernas, estudá-las, sistematizar esses conhecimentos e divulgá-los contaminando assim mais e mais pessoas. 
Fonte: Clayton F. Lino,  Cavernas: o fascinante Brasil subterrâneo (Apresentação), 2ª edição. Ed. Gaia, 2001.

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Morro Preto

Venha vivenciar esses ambientes naturais, com muitas histórias e conhecimento sobre a região, nas trilhas, cavernas e cachoeiras no PETAR.


(15) 3552-2629 ou (15) 99753-5356 



E-mail: danilopetar@ig.com.br



Passeio com aventura e conhecimento no PETAR

Visita no núcleo Santana dia 21/Jun/2014, o roteiro desse dia foi a trilha do Betari, a caverna Água Suja e as cachoeiras das Andorinhas e Beija-Flor, uma caminhada com cerca de 8 quilômetros de ida e volta.
Foi um passeio agradável com muito aprendizado e compartilhamento de conhecimentos, onde esses estudantes puderam ver no decorrer do dia, os conhecimentos adquiridos em sala de aula.


PETAR - Trilha do Betari

PETAR - Trilha do Betari

PETAR - Trilha do Betari

PETAR - Trilha do Betari

PETAR - Trilha do Betari

PETAR - Entrada da Caverna Água Suja

PETAR - Caverna Água Suja

PETAR - Caverna Água Suja

PETAR - Caverna Água Suja

PETAR - Caverna Água Suja

PETAR - Caverna Água Suja

PETAR - Caverna Água Suja

PETAR - Cogumelos na trilha do Betari

PETAR - Cogumelos na trilha do Betari

PETAR - Cachoeira Beija-Flor

PETAR - Cachoeira Beija-Flor

PETAR - Cogumelos na trilha do Betari

PETAR - Cogumelos na trilha do Betari

PETAR - Cogumelos na trilha do Betari

PETAR - Trilha do Betari

Vivencie estes ambientes naturais!

Agende sua visita e venha desfrutar das belezas naturais, com muitas histórias e conhecimento sobre a região, nas trilhas, cavernas e cachoeiras no PETAR.


(15) 3552-2629 ou (15) 99753-5356 



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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

PETAR - Biodiversidade subterrânea



O ambiente subterrâneo caracteriza-se pela completa ausência de luz, com exceção dos espaços próximos às entradas das cavernas (região de penumbra). Além da falta de luz, o que impede a fotossíntese das plantas, as cavernas possuem em geral temperaturas mais constantes e alta umidade relativa. As principais fontes de energia para os organismos cavernícolas (aqueles que vivem dentro das cavernas) são os detritos de plantas e matéria orgânica que penetram nas cavernas por vários meios: rios ou água que goteja pelas fendas, fezes de outros animais (especialmente o guano dos morcegos), corpos de animais cavernícolas em decomposição, raízes que penetram em grutas superficiais, e matéria orgânica que pode ser carregada com o vento, como pólen e bactérias.

Os organismos encontrados nas cavernas são agrupados em três categorias, de acordo com as relações mantidas com o ambiente subterrâneo:


Troglófilos são espécies que podem completar o ciclos de vida na terra ou na caverna, mantendo-se nestes dois ambientes. É o caso da maioria dos invertebrados das cavernas brasileiras, como opiliões, grilos, diplópodes e aeglas (pequenos crustáceos).

Troglóbios são espécies cavernícolas que ficam a vida toda nestes ambientes. É o caso do crustáceo Aegla albino e do bagre-cego (Pimelodella kronei) existentes nas cavernas do sistema Areias e Bombas, ao sul do PETAR.
Estes seres possuem modificações típicas de um ambiente sem luz, como a regressão dos olhos, a coloração - caracterizada pela ausência de pigmentos -, e sistemas sensoriais não visuais mais desenvolvidos.


PETAR - Bagre-cego 

Os bagres-cegos, peixes cavernícolas, são encontrados em diferentes regiões do Brasil.


PETAR - Crustáceo
Trogloxenos passam uma parte da vida em cavernas, mas precisam retornar periodicamente à superfície para completar seu ciclo de vida. É o caso dos morcegos, que se alimentam fora da caverna e depositam as fezes no interior delas. Outros exemplos são os animais que hibernam na caverna, como as mariposas, ou os que se protegem nas cavernas em alguma fase de seu ciclo de vida - larvas de insetos e mamíferos que fazem ninhos como os guaxicas (marsupial semelhante ao gambá), por exemplo.


É importante conservar a diversidade cavernícola, pois há muitas espécies que só existem nestes ambientes e muitas vezes são exclusivas das cavernas de uma região (espécies endêmicas).

Os animais que dependem exclusivamente da caverna para passar ou completar o seu ciclo de vida são vulneráveis a alguma pertubação que venha a ameaçar ou modificar seu habitat, como é o caso da mineração, da construção de barragens, do desmatamento, da poluição, do fechamento ou abertura de entradas e passagens, da coleta predatória e da visitação não regulamentada.

Uma das espécies encontradas no Alto Ribeira que está ameaçada é a dos opiliões (Goniosoma spelaeum) - invertebrados de oito patas, semelhantes às aranhas.

Visita no Núcleo Santana dia 20 de Junho de 2014.


PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana

PETAR - Caverna Santana


Biodiversidade, muitas diversidades

O Brasil é o país com maior biodiversidade do mundo. Isto quer dizer que é o país que possui o maior número de espécies no planeta - são cerca de 20% do total de todo o mundo.

Mas biodiversidade não é só isso. Biodiversidade é um dos termos científicos mais divulgados hoje em dia e significa "diversidade" em vários sentidos:

DIVERSIDADE DENTRO DA ESPÉCIE - diversidade genética.

DIVERSIDADE ENTRE ESPÉCIES - riqueza, distribuição das populações (conjunto de indivíduos de uma espécie que podem reproduzir) e distribuição de espécies no ambiente.

DIVERSIDADE ENTRE COMUNIDADES - ecossistemas e paisagens.

DIVERSIDADE FUNCIONAL - interações entre os componentes dos níveis de diversidade acima mencionados.

DIVERSIDADE CULTURAL - Fora do contexto científico, o termo "diversidade" pode ser usado para descrever as relações das diferentes populações tradicionais, com o ambiente  e que influenciaram, na história, a própria diversidade das florestas a partir dos diferentes modos de vida e interações com o ambiente. 


PETAR - Entrada da Caverna Morro Preto

PETAR - Entrada da Caverna Morro Preto

PETAR - Caverna Morro Preto

PETAR - Caverna Morro Preto

PETAR - Caverna Morro Preto

PETAR - Caverna Morro Preto

PETAR - Caverna Morro Preto

PETAR - Caverna Morro Preto

PETAR - Caverna Morro Preto

PETAR - Quiosque dos monitores

Vivencie estes ambientes naturais!


Agende sua visita e venha desfrutar das belezas naturais do PETAR e região em trilhas, cavernas e cachoeiras.


(15) 3552-2629 ou (15) 99753-5356 



E-mail: danilopetar@ig.com.br