terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Conheça o PETAR!

Reduto do turismo ecológico, o PETAR tem formações rochosas e mata atlântica
Caverna Santana - PETAR

Localizado no sul do Estado de São Paulo, entre as cidades de Apiaí e Iporanga, o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) faz parte da maior porção de mata atlântica preservado do Brasil. As centenas de cavernas, dezenas de cachoeiras, trilhas, comunidades tradicionais e de quilombolas e sítios arqueológicos e paleontológicos fazem do local um verdadeiro paraíso escondido entre vales e montanhas, destino dos sonhos para quem gosta de natureza.


O parque guarda a maior concentração de cavernas do Brasil, com mais de 300 já cadastradas. Atualmente 12 podem ser visitadas e são elas que atraem muitos turistas. As cavernas, as matas e também os rios e cachoeiras formam o ambiente ideal para os praticantes de esportes na natureza, radicais ou não. Qualquer um pode fazer trilha na mata, tomar banho na cachoeira ou nas piscinas naturais, andar de bicicleta ou descer um rios de águas cristalinas sobre uma boia, no chamado boia-cross. Os mais aventureiros e preparados poderão ousar praticando rapel e cascading. E mesmo se embrenhar pela floresta em caminhadas longas.


O parque tem 357 quilômetros quadrados, cerca de um quinto da área da capital paulista, e foi fundado em 1958. Além da flora desse bioma, a mais diversificada do planeta, O PETAR abriga espécies de animais ameaçados de extinção, como onça-pintada, onça-parda, monocarvoeiro e harpia. Ocupa terras de Apiaí e Iporanga, municípios históricos que tiveram origem nas expedições dos bandeirantes e na busca de ouro entre os séculos 16 e 18.


Estrutura


O PETAR está dividido em quatro núcleos. O mais visitado é o Santana, que abriga as principais cavernas e cachoeiras. Fica a três quilômetros do bairro da Serra/Iporanga, onde se concentra a estrutura para receber os turistas. No núcleo está localizada a caverna Santana, considerada a mais espetacular do PETAR. Tem mais de sete quilômetros de extensão, dos quais 800 metros são abertos à visitação. Oferece belíssimos ornamentos rochosos, resultantes da ação da água sobre a rocha calcária durante milhares de anos. Eles adquirem formas de flores, colunas e outras figuras que a imaginação de cada um ajuda a visualizar. A caverna Morro Preto, no mesmo núcleo, destaca-se pelo belo pórtico de entrada e pelo mirante interno, iluminado pela luz externa. Ali foram encontrados vestígios de que o local serviu de abrigo para antigos habitantes da região há centenas de anos.


Junto ao bairro da Serra fica o Núcleo Ouro Grosso, onde está a caverna de mesmo nome, com 200 metros abertos à visitação. Na área restrita, possui no interior uma série de cachoeiras, algumas das quais só podem ser escaladas com a ajuda de cordas, e diversos poços de águas profundas. Ainda no núcleo Ouro Grosso, a caverna Alambari de Baixo tem uma entrada enorme e proporciona bela visão dos raios solares ao amanhecer.


O Núcleo Casa de Pedra está localizado a cerca de 25 quilômetros do bairro da Serra. Nesse núcleo está a caverna de mesmo nome, formada pelo rio Maximiniano. Sua entrada tem um impressionante portal com 215 metros de altura, considerado o maior do mundo. Não é permitida a visita ao seu interior.


Para quem gosta de locais mais primitivos e isolados, o Núcleo Caboclos, a cerca de 80 quilômetros do bairro da Serra, é o lugar ideal. Lá fica a caverna Temimina, onde pode ser observada uma dolina, ou seja, uma abertura no teto, que não são encontradas em outras cavernas do PETAR. Por essa característica, é um lugar muito bom para fotografar.


Caverna Temimina - PETAR

Cachoeiras

No PETAR existem cachoeiras ao ar livre e dentro de cavernas. São mais de 20 cachoeiras de alturas variadas e algumas permitem a prática de cascading (rapel feito nas águas da cachoeira). Mas há também programas mais tranquilos, como banhos, contemplação e fotos. Entre as mais famosas ao ar livre estão a cachoeira das Andorinhas, com 35 metros e forte queda; a cachoeira do Beija-flor, com 45 metros, fica à 100 metros da cachoeira Andorinhas e bom local para banhos, inclusive próximo da queda d'água; a cachoeira das Arapongas, mais alta do parque, com 65 metros, boa para cascading e banhos; e a cachoeira Sete Reis, uma das mais bonitas, rodeada de árvores da mata atlântica preservada.

Dicas

Para quem segue pela primeira vez para o PETAR, recomenda-se o mínimo de três dias inteiros para conhecer as principais atrações. Em geral, os passeios começam cedo e só terminam no final da tarde.

No verão, o calor propicia banhos de cachoeiras e passeios pelos rios. No entanto, as chuvas são intensas e podem chegar a interditar algumas cavernas.

No inverno, faz frio na região e o tempo fica mais seco. Nesse período, a neblina cobre as montanhas e cria uma atmosfera especial.

A entrada nos roteiros do PETAR é permitida apenas com o acompanhamento de monitores credenciados pela direção do Parque. Eu, Danilo Monitor Ambiental no PETAR, ofereço pacotes fechados ou ao gosto do visitante.

Entre em contato para maiores informações e para conhecer os passeios que mais se adaptam ao seu perfil.

Contato Danilo

(15) 3552-2629 ou (15) 9753-5356 ou e-mail danilopetar@ig.com.br

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